Hoje estou com vários descasos
e mil mundos afora
vários caminhos e descaminhos
filmografia plena de agoras.
Descarto o púlpito
concentro a cena
misturo pálpebras com antenas
e sei que nunca estou sozinho
portas, janelas e ninhos
absorvem o mundo em nossa impermanência.
Constroem-se bares, beats e bits
e também olhares bem tristes
sou cúmplice de algum mal entendido
amores que nunca foram embora.
Orlando Rangel
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
(Da Noite - 1992)
-------Hilda Hilst
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
(Da Noite - 1992)
-------Hilda Hilst
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
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