sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Os óculos de Drummond.
Entre a montanha e o mar
ei-lo ali
entre o passado e o porvir
entre o agora e o amanhã
com seu óculos fúlgido e fugidio
observando o tráfego
e o semáforo que não funciona.
Ei-lo ali
sentado no banco
com suas lágrimas de chuva
e seu silêncio de ferro
tão de ferro que é como
um sol de dentro,abrasador
com suas ondas de horas
com seus mesmos sonhos
constituinte de obras:
amor como uma causa simples
amor como um mar afora.
Orlando Rangel

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Amar é tão sagrado
que até o amor
quer ser amado


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Espectral
Noites asfaltadas em diversos caminhos
passos passarinhos
luas vermelhas no ar.
Becos e vielas em desalinho
ruas sem árvores e vizinhos
som de morcego a voar.
Néons como olhos de cristais
voz de silêncios ornamentais
sons de diferentes intensidades
fogos fátuos ancestrais.
Noite destilada em vórtice
verve da poesia espectral
paradigmas de sonho luzente
ingrediente da espinha dorsal
Ventos que sopram discursos
o mundo que roda dual
entre contrastes e valores
o contexto do oculto sobrenatural

domingo, 14 de agosto de 2016


Intercurso
Amizades sinceras valem uma eternidade.
No movimento da ternura,
o imaginário da cidade,
a construção da identidade,
e a constituição do cotidiano.
No dia-a-dia
os mitos revividos
as lendas sonoras
e os arquivos do concreto.
Na brincadeiras das palavras
as sinceridades criativas.
Debaixo de sete chaves
o intercurso do labor
a saudade, a esperança
os pontos cardeais do amor
e a sincera felicidade de ser assim: amigo.

Curtir
Comentar