terça-feira, 23 de outubro de 2012

Contido o corpo
               nos versos inauditos que acompanham o asfalto itinerante
  acampa na luz vermelha e brilhante
                                  lua que acende o mar bravio.


Na vertente negra que escala o frio
                              bicho dissoluto que rasga o muro
                                        sementes de distantes primaveras

onde em veias primeiras
   (arroubos de extintas eras)
cantou-se em verso arguto
o que o destino deixou como entrega:
         - o amor a extinguir seu antigo luto.-
Dingo


A Esperança é um tipo de Fé
                            que orienta,guia e transforma.
                                                            Dingo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Não sei compor nem recompor a trama do amor
e nem o motivo
                  como a vontade de vê-la outra vez
pois fico inibido na malícia desta dor
          que o vento sopra sem ter sensatez.


Pois é questáo de não se perceber
     que a paixão nos toma
como se lembrar fosse a razão indômita
deste peito batendo em ondas:
                                               por sobre as vertigens do tempo
                                               por sobre recifes ao vento
                                               por sobra a memória dos barcos.
Cris Bierenbach
TempoTempoTempoTempo


O Tempo cobre o Espaço
                          e o Espaço se desfolha
Entre o que é dentro
                        e o que é lado de fora
O Tempo livre se torna múltiplo
                 como um sol a dobrar a aurora
um sopro que se perde no espaço
                                           e outro que se desdobra 
entre tons de escalas e ritmos
à por mãos á sucinta obra:
          criar  seu próprio futuro
escalar a própria história
                         harmonizar movimentos
livrar-se da corrida das horas.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os poemas não são de plástico
                 Os poemas não são de ferro
    não são de ouro
                         não são elástico
Os poemas não se curvam
                          não são cadeiras, não são armários
 deslizam no infinito
                                   vivem na eternidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Musik - Jazz (lista de reprodução)


O mundo humano é cheio de dor, ódio e sofrimento
                       mas a beleza de existir
                              reside em trnsformá-lo
                                           em amor,conhecimento e harmonia.
                                                                              Dingo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ausência

Percebo o sexto sentido através dos seus olhos
           comunico a luz
                   reiventando o espaço, explosões e libido
Flui a vértebra do sol
                   o pensamento é um deus sem rosto
                             ( refugio-me na sua conclusão sem método)

Percebo o sétimo sentido
               na intensidade dos seus olhos
você sempre e o arco que redimensiona a íris
        o lume sagrado, o pólen a brilhar infinito orvalho,
  sonho que vem e vai, flores despertas de um tempo ausente.
                                                                                                    Dingo

The Cure - Birdmad Girl

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nos arabescos do seu coração
                            ando a suceder-me qual mártir cristão
pelos seu umbrais,
por mais que seja estranho o seu sorriso
e também ess eencantamento
                                         de um amargo tênue, de um doce súbito
mas é essa a entrega amorosa
                                 entre urbes,mercados e edifícios
o inesperado da compreensão ilimitada
( mesmo que seja impalpável esse equilíbrio)

O inesperado da feiticeira graça desses obscenos olhos
Osíris,Ìsis,Hórus
o deslumbramento visionário na constelação de escombros
e ao sul o percurso por entre os ombros:
amor agridoce de devir contínuo
                                      de sedução apátrida
                                       qual transitórias e imaginárias salamandras.
                                                                                                  Dingo

Top Tracks for The Crystal Method (lista de reprodução)


terça-feira, 29 de maio de 2012

PODEM ME PRENDER, PODEM ME BATER
PODEM ATÉ ME DEIXAR SEM COMER QUE EU NÃO MUDO DE OPINIÃO

terça-feira, 10 de abril de 2012

Descoberta

Amor digamos que é o hoje
porque ontem foi uma paixão feroz e febril
e o futuro será rubro e anil (ou algum muro que caiu)
Pensemos que já é tarde a descoberta
de que as cobertas hão de ser mais quentes
de que a sentença dos que não possuem nada.
Amor digamos que é o hoje em novo pranto
que ontem o futuro será uma avenida muito mais estreita
e a plataforma para a felicidade mais curta do que a verdade.
Como o culto ao ódio tão atroz não menos perigoso que a cobiça
que da sua insígnia a injustiça,tremula e dissimula como uma bandeira.
Digamos que o jogo será o star-sistem do vídeo
e o game uma vida inteira de robôs e consoles eletrificados
Amor é bom pensarmos que hoje é sempre a primeira aurora
um agora simplesmente achado
nos braços de uma inconstante cidade.
Orlando

Venetian Snares - Szamár Madár

sexta-feira, 30 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

almaimoral com A Alma Imoral

QUEM NÃO REAGE,
RASTEJA.
Cláudio Assis
( a vida humana é feita para agir e reagir )

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A tour infernal
Quando é que vão jogar os limites contra a parede?
Quando é que vão desarticular os muros e outras fronteiras?
Perceber que hoje sempre é um juízo final?
Por onde foi que eu li sobre os incansáveis homens-gafanhotos?
e os mares de esgoto nunca dantes imaginados?
e nós ali de dentes afiados e óculos escuros
tentando descobrir como é fazer parte desse assombro
o mundo a beira de um total escombro
regurgitando pedaços de bem e de mal.
Fico a tentar entender essas novas técnicas
essa falta de bom material e idéias
anjos visíveis e invisíveis jogados as feras
e/ou envenenados no mais falso amor.
A perceber o cãntico da linguagem depreciativa
o farfalhar do desvalidos
noves fora sem nenhuma outra chance
o estampido em som digital.
Prefiro a felicidade como uma borboleta paralítica
sem micro-chips, sem micro-systems, sem micro-fibra
apenas relatividades ao bônus
de ter antenas na realidade que vibra.
Orlando Rangel

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Há muito mais para se amar
do que os olhos podem ver.
anônimo


terça-feira, 24 de janeiro de 2012



Encontraria o Sol
mesmo se fosse a morte,
mesmo se fosse a noite,
mesmo se fosse foice,
0 rouxinol e a cotovia,
encontraria mesmo se houvesse nuvens,
mesmo se fora magia,
mesmo se a tardinha tatuasse alegorias,
de estrelas mortas,de estrelas frias ,
mesmo se o levasse a estrela-guia.
Encontraria o Sol mesmo que por encanto,
mesmo que por descanso, no raiar do dia.
Orlando Rangel
Há muito amor nessa casa de pensamentos
por esse quarto, sala e cozinha
sua imagem a dar brilho e energia aos espelhos
espalhando perfume por entre a mobília
a sinceridade a jorrar pela torneira da pia
por entre portas e fechaduras sem segredos
Orlando Rangel

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Provocações: Abujamra declama Rimbaud

Shoking Blue - Shoking you





De pé ante pé

no contrapé da força bruta

ir ao encalço de verdes manhãs

que saculejam a procura de afeto

ou mais ainda,

resistir aos buscapés e tiroteios

e procurar o desvio completo

dessas negras ruas

em avenidas bruscas

pintadas pela cor do dia.
COM ÓCULOS RIMBAUD

Escrevo sob a luz entrecortada
das bombas que explodem
nas águas da televisão.
Se não estaria tudo escuro
aqui dentro.
E o branco desta folha, aí fora
neste barco livre
não seria alvo
dessas iluminações sobressaltadas.

Descrevo um clima com dois sentidos:
uma previsão do tempo de dentro
uma visão do tempo de fora
enquanto um e outro
numa estação de ferro
se comete,num tempo instável
com mão-caranguejo e muito tato
um crime
que é um anticlímax perfeito.
Armando Freitas Filho